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Pelo desconhecido

Pelo desconhecido eu corro
Tentando deixar os amaldiçoados para trás
Atrapalhado pelo medo, avanço pela escuridão
Estou só, ninguém ao meu lado

Pelo desconhecido eu corro
Demônios gritam ao meu redor
Não olho para trás porque sei que eles estão lá
Aterrorizado estou, ninguém posso chamar

Pelo desconhecido eu corro
Olhos vermelhos me seguem todo o tempo
Fazendo o sangue gelar dentro de minha veias
Desesperado estou, ninguém pode me ajudar

Pelo desconhecido eu corro
Posso sentir garras lentamente rasgando minha pele
O amargo gosto de sangue escorre em minha boca
Capturado estou, ninguém pode me ouvir

Pelo desconhecido eu caio
A dor extrema contamina meu corpo mutilado
Espíritos malignos sopram o horror para dentro de minha alma
Perdido estou, ninguém pode me salvar

Pelo desconhecido eu morro
Meu cadáver putrefato foi tomado pelo mal absoluto
Logo estarei vagando através das sombras sinistras
Amaldiçoado estou, ninguém pouparei

© 2004 Eduardo Magela Rodrigues

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