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Paredes negras

Negras paredes de pedra me cercam
Estou amarrado ao solo, imóvel
Sons estranhos ecoam de pórticos grotescos
Vozes dos amaldiçoados

Olhos sinistros me fitam
Meu sangue gela com medo da morte
Vejo vultos se aproximando no escuro
O caminhar dos amaldiçoados

O punho férreo do terror me atinge
Estonteado pelo desespero, tento gritar
Eles me pegam
Eles me querem
Deslizando suas línguas pelo meu corpo
Sussurrando palavras aterrorizantes em meus ouvidos
Alimentando-se com minha alma atormentada

Exaurido pela dor aguda, me entrego
A vida se esvai de meu corpo desfigurado
Sou apenas um invólucro vazio agora
Deixado para apodrecer

© 2004 Eduardo Magela Rodrigues

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