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Sem volta

Os anos se passaram e drenaram-te a vida
Embaçando o passado
Abafando o presente
Escurecendo o futuro

A juventude se foi como folhas mortas ao vento
Momentos preciosos que não podes reaver

Sonhos tornaram-se desejos não satisfeitos
Estás decepcionado com aquilo que não és

O mundo parece tedioso para teus olhos exaustos
Mas funciona como um espelho

És completamente oco, inexpressivo

Não há volta
Não há segunda chance
As pegadas que deixastes para trás, no chão
simplesmente desapareceram
como a tênue felicidade que achavas que possuía

O tempo é impiedoso

© 2004 Eduardo Magela Rodrigues

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