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O último

Minha voz some como a última flor num jardim morto
Tentando encontrar vida quando tudo ao redor já pereceu

Teu corpo evapora como a última gota d'água num deserto
Escorrendo de meus dedos, meus hesitantes dedos

Meus olhos se embaçam como as últimas páginas de um romance insonso
Esperando que alguém me alcance neste canto escuro que habito

Teu rosto se perde como as últimas pegadas na areia
Desmanchando-se sob a insensibilidade de meus frios pés

Meu coração se estreita como se fosse minha última parte viva
Perseverando quando todas as esperanças já se foram

Nosso amor morre como o último raio de luz ao pôr-do-sol
Desaparecendo atrás do horizonte dos erros que cometi

© 2007 Eduardo Magela Rodrigues

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